Hikikomori é o fenômeno japonês de se retirar da sociedade e viver em quase total isolamento físico. A palavra literalmente significa "afastar-se e ficar confinado." Embora o isolamento social não seja um fenômeno distintamente japonês e há milhões de casos em todo o mundo, no Japão, o fenômeno hikikomori é considerado uma epidemia.Atualmente, estima-se que exista no Japão mais de um milhão de jovens "hikikomori" ou "solteiros parasitas", como também são conhecidos no país, a maioria do sexo masculino, o que representa um em cada dez jovens, dos quais 25 por cento não saem dos quartos há mais de cinco anos e oito por cento há mais de uma década.
Reclusos nas suas próprias casas, estes jovens, que viraram as costas à sociedade, dormem normalmente de dia e passam a noite jogando em computador ou vendo televisão e não cultivam relações sociais que não sejam mediadas pela internet, construindo uma realidade alternativa.
As famílias japonesas consideram a reclusão dos filhos uma vergonha e, por isso, não falam sobre o assunto, procurando evitá-lo.
Durante muito tempo, este fenômeno foi considerado típico da sociedade japonesa, favorecido pela estrutura social do país, em que o sistema escolar promove a intimidação e competição dos jovens desde idades precoces, mas está se tornando cada vez mais comum nas regiões vizinhas, como na Coreia, Taiwan e Hong Kong.
Por esse motivo, Macau está fazendo uma pesquisa junto aos jovens entre 12 e 24 anos sobre o seu convívio social, tempo ocupado com a internet, relacionamento familiar e atitudes perante a sociedade.
No Japão, para combater a solidão dos "hikikomori" e o preconceito das suas famílias, assistentes sociais conhecidas como as "super irmãs" trabalham desde 2007 para conseguir entrar em contato com estes jovens, por carta ou internet, de modo a estimulá-los a voltar a ter uma vida social.




