de 2017


16/07/2010

O massacre de Katyn


O massacre de Katyn (em polaco zbrodnia katyńska) foi uma execução em massa de cidadãos da Polônia ordenada por autoridades da União Soviética em 1940.

Estima-se que o número de pessoas executadas seja de quinze mil a quase 22 mil.

Prisioneiros de guerra polacos foram assassinados numa floresta nos arredores da vila de Katyn, em prisões e em diversos outros lugares. Cerca de oito mil vítimas eram militares polacos que haviam sido tomados como prisioneiros na invasão soviética da Polônia em 1939, sendo o restante cidadãos polacos presos sob alegações de pertencerem a corpos de serviços de inteligência, espionagem, sabotagem, e também proprietários rurais, advogados, padres etc.

Vala comum - Floresta de Katyn

História

Após a invasão da Polônia, que teve início em 1 de setembro de 1939, a União Soviética declarou em 17 de setembro de 1939, que o governo polonês não estava mais no controle de seu país. Isto fez com que qualquer acordo diplomático em vigor com o Estado Polonês fosse cancelado.

Na mesma data, o Exército Vermelho invadiu o leste da Polônia conforme previsto no Pacto Molotov-Ribbentrop. A ação foi apontada como afronta pelos governos da Inglaterra e França, que afirmaram responder a ação do exército alemão conforme o Pacto Britânico-Polonês de Defesa e a Aliança Militar Franco-Polonesa. Este episódio ficou conhecido como a "traição ocidental".

Execução

O Exército Soviético rapidamente avançou ao território polonês e encontrou pouca resistência por parte dos militares locais. Entre 250 mil a 454.700 soldados e policiais poloneses foram presos. Após isso, cerca de 250 mil foram libertados e 125 mil foram encaminhados a polícia secreta soviética, o NKVD. O órgão, em um segundo momento, libertou 42.400 soldados. Estes que foram libertados eram de etnia ucraniana e bielorussa que estavam a serviço do Exércio Polonês. Já os 43 mil soldados detidos a oeste da Polônia foram detidos pelo Exército Alemão.

Em Novembro de 1939, o NKVD tinha cerca de 40 mil poloneses presos, sendo cerca de 8.500 oficiais e subtenentes, 6.500 policiais e 25 mil soldados e sargentos. Estes foram interrogados através de determinação do Comissário do Povo para Assuntos Internos da URSS, Lavrentiy Beria, que criou um órgão de gerenciamento dos prisioneiros de guerra dentro do NKVD.

Detalhe das mãos

O NKVD organizou uma rede de campos de prisão e pontos de transição de presos poloneses através de linhas ferroviárias para o Oeste da União Soviética. Os maiores campos estavam localizados em Kozelsk, Ostashkov e Starobelsk. Prisioneiros também foram encaminhados para Jukhnovo, Yuzhe, Tyotkino, Kozelshchyna, Oranki, Vologda e Gryazovets.

Kozelsk e Starobelsk foram utilizados principalmente para os oficiais militares, enquanto Ostashkov foi utilizado principalmente para guardas, policiais e agentes penitenciários. Também foram detidos intelectuais poloneses.

De outubro de 1939 a fevereiro de 1940, os prisioneiros poloneses foram submetidos a longos interrogatórios. Porém, o processo de entrevistas determinou quais seriam libertados ou executados. Em 5 de março de 1940, Joseph Stalin e mais três membros do Politburo assinaram ordem para executar 27.500 poloneses.

Memorial ao massacre de Katyn

Em 28 de abril de 2010, o governo russo tornou públicos diversos arquivos até então secretos sobre o massacre de Katyn. Uma nota de Lavrentiy Beria, chefe do NKVD, onde ele propõe a execução dos oficiais poloneses presos, figura entre os documentos publicados. Durante quatro décadas soldados da Alemanha Nazista foram acusados pelo fuzilamento dos poloneses, fato desmentindo pela abertura de documentos secretos. Foi somente em 1990 que o último dirigente soviético, Mikhail Gorbachev, reconheceu que o NKVD de Stálin, predecessor da KGB, havia sido o responsável pelo massacre. Dos 183 volumes da enquete dirigida entre 1990 e 2004, 116 ainda estavam classificados como secretos.

Fonte


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