de 2017


27/11/2013

Mulher com elefantíase é considerada bruxa em sua cidade



Os vizinhos de Sadia Adinur, de 35 anos, têm evitado qualquer contato por pensar que ela foi possuída por um demônio. Um cirurgião britânico se comprometeu a ajudá-la. A perna de Sadia começou a inchar incontrolavelmente e hoje pesa mais de 31 kg.

Sadia Abdinur, foi classificada como uma bruxa e evitada pelas pessoas da comunidade onde mora, na Somália, porque os habitantes locais acreditam que ela havia sido possuída pelo diabo quando sua perna esquerda aumentou.

A condição debilitante a deixa imóvel e incapaz de alimentar seus filhos, que estão passando fome. Ayan, 9 anos e Ayub, 7, são agora obrigados a vaguear pelas ruas implorando por migalhas para manter sua família viva.

O professor Nigel Standfiel, se comprometeu a operá-la em uma cirurgia que pode durar até 10 horas. Mas, infelizmente é necessário dinheiro para que ela viaje da África até o Reino Unido. Uma ONG de sua cidade está tentando arrecadar fundos através de doações para isso.

Em 2006, Sadia ficou doente depois de pegar uma infecção. Lentamente, sua perna esquerda começou a inchar e formar grande linfedema, provocado pelo parasita da elefantíase.


A instituição de caridade Alhidaya, que fica no Reino Unido encontrou-a abandonada e jogada na rua depois de ter sido expulsa por sua comunidade e decidiu agir para ajudá-la. Eles agora estão lutando para obter vistos e passaportes para que Sadia possa ser levada para o Reino Unido.

O professor Nigel Standfield se ofereceu para renunciar a seus honorários para salvá-la. Ele disse: "Isso é muito triste, ver uma senhora com elefantíase que é uma doença tropical negligenciada. É um tipo de linfedema adquirido nos vasos linfáticos. O fluido que deveria ser drenado dos tecidos começa a se acumular, e isso é bloqueado por um verme parasita. Sem tratamento, ela vai morrer prematuramente de uma infecção grave".

Os moradores da região dizem que Sadia tem HIV ou algum câncer na perna e que ela é uma mulher má por isso.

Shugri Hussein, curador da Ahidaya International e um dos organizadores que está arrecadando fundos para levar Sadia e seus filhos para a Inglaterra, escreveu uma carta para o primeiro ministro e para a rainha.

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